sexta-feira, 20 de abril de 2007

Parte 1

No jardim das Túlipas, encontrei um rapaz. Era alto, moreno e magro. Estava sentado, mas numa cadeira de rodas.
Comecei a falar com ele. Era simpático. Transmitia alguma saudade dos tempos de infância. Na sua voz, senti alguma amargura, sobretudo quando disse:
- Gostava tanto de estar ali, à beira do lago, a jogar como aqueles...
Respondi-lhe:
- Tu podes ir à beira do lago. Nada te impede. Podes ser diferente, ter problemas motores, mas se não brincas ou corres, podes dar o teu melhor noutras coisas.
- Em quê?! Aqui amarrado?
- Estás preso no movimento, não na alma...

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